Hoje estava a pensar no 25 de Abril e lembrei-me deste poema, que digo muitas vezes ao A. e à R. E pensei na liberdade de podermos ser cada um de nós e dizer sempre o que pensamos sem pressões de patrões, sem religiões, sem partidos - independentemente de podermos ser funcionários, religiosos ou filiados, se quisermos e pudermos. Pensei na liberdade de podermos ser verdadeiramente independentes. E acho que ainda não chegámos lá.
______________
Impressão Digital, António Gedeão
Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.
Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.
Friday, April 24, 2009
Friday, April 17, 2009
Provas destas é que a PJ precisava
Nem de propósito, tinha eu acabado de escrever o último post e já o A. me tinha pintado a porta da cozinha com o marcador verde. Vai daí, pu-lo de castigo na cama. Fui para a cozinha lavar a porta e aparece a R.:
- Mamã, o A. saiu da cama!
- Saiu? Como é que ele saiu?
- Não sei, mas está aqui ele para provar!
- Mamã, o A. saiu da cama!
- Saiu? Como é que ele saiu?
- Não sei, mas está aqui ele para provar!
Tenho um anjinho da guarda e dou-lhe muito trabalho
Frase dedicada ao A. e à R., depois de a ter ouvido numa música hoje.
Friday, March 27, 2009
Para a Tânia, que nos deixou hoje
CÃO
Cão passageiro, cão estrito,
cão rasteiro cor de luva amarela,
apara-lápis, fraldiqueiro,
cão liquefeito, cão estafado,
cão de gravata pendente,
cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
cão ululante, cão coruscante,
cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão além, e sempre cão.
Cão marrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal da poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moído de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção, cão pré-fabricado,
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,
cão de olhos que afligem,
cão-problema...Sai depressa, ó cão, deste poema!
Alexandre O'NeillPoesias Completas. 1951-1986Lisboa, INCM, 1990 (3ª ed.)
Cão passageiro, cão estrito,
cão rasteiro cor de luva amarela,
apara-lápis, fraldiqueiro,
cão liquefeito, cão estafado,
cão de gravata pendente,
cão de orelhas engomadas,
de remexido rabo ausente,
cão ululante, cão coruscante,
cão magro, tétrico, maldito,
a desfazer-se num ganido,
a refazer-se num latido,
cão disparado: cão aqui,
cão além, e sempre cão.
Cão marrado, preso a um fio de cheiro,
cão a esburgar o osso
essencial do dia a dia,
cão estouvado de alegria,
cão formal da poesia,
cão-soneto de ão-ão bem martelado,
cão moído de pancada
e condoído do dono,
cão: esfera do sono,
cão de pura invenção, cão pré-fabricado,
cão-espelho, cão-cinzeiro, cão-botija,
cão de olhos que afligem,
cão-problema...Sai depressa, ó cão, deste poema!
Alexandre O'NeillPoesias Completas. 1951-1986Lisboa, INCM, 1990 (3ª ed.)
Sunday, March 15, 2009
Coisas difíceis...
Hoje o jantar foi lombo de porco assado. Diz a R.: "Ah, esta é daquela carne que se mastiga, mastiga e nunca mais se dissolve..."
Wednesday, March 11, 2009
Mentirinhas - o vencedor é...
Venho então apresentar os resultados:
1 - Tenho fama de desastrada e de partir coisas. Por isso, aproveitei a fama, parti, uma vez, um dálmata de loiça em tamanho natural que a minha avó tinha em casa.
Mentira! Parti uma taça de sobremesa, que andava por lá há anos, já toda esbeirada e não desaparecia... cães de louça nunca por lá houve.
2 - Ainda no registo desastrado, choquei uma vez com a bicicleta contra o retrovisor de um carro estacionado. Apresentei-me ao domo como culpada e disse que só lhe pagava se ele me apresentasse a factura do espelho.
Verdade! Tinha aí uns dez anos. Apesar de os meus primos me dizerem para fugir, eu apresentei-me ao dono e disse que tinha sido eu e que pagava o arranjo. Mas depois ele disse que tinham sido 2000 escudos e eu pedi-lhe a factura como prova. Como ele não apresentou, nao paguei...
3 - Tenho óptimo ouvido e o meu sonho era ter aprendido a tocar harpa, mas a minha mãe dizia sempre que não cabia uma harpa cá em casa - só se eu saísse para ela entrar...
Mentira! Não tenho óptimo ouvido, nem nunca quis tocar harpa. Mas queria um piano e a minha mãe dizia, realmente, que se entrasse um piano, eu tinha de sair porque já nã tínhamos espaço.
4 - Não cheguei a tocar harpa, mas aprendi a tocar viola e a primeira vez que tive de tocar em palco, tropecei e espalhei-me ao comprido, ainda antes da actuação.
Verdade! Foi uma actuação e tanto.
5 - O meu meio de transporte preferido é o teleférico.
Verdade! Adoro andar de teleférico, acho fabuloso subir e descer montanhas.
6 - Já fui trabalhar com um sapato de cada cor.
Verdade! Um castanho e um verde. Só dei por isso a meio da manhã.
7 - Adoro longas conversas ao telefone com os amigos.
Mentira! Cada vez gosto menos de falar ao telefone.
8 - O meu sonho de criança era ser veterinária.
Verdade! Mas acho que o que me fascinava era a ideia de andar no campo, de um lado para o outro e não os animais, dos quais nem sequer gosto muito.
9 - Se a R. fosse um rapaz tinha-se chamado Evnor, nome de que gostava desde miúda, pela sonoridade medieval.
Mentira! Na verdade, quando era miúda, gostava do nome, mas a R., se fosse rapaz, teria sido Gil.
10 - Quando trabalhava no Bairro Alto, um dia recebi um ramo de flores em pleno Largo da Misericórdia, enquanto todos os operários de uma obra batiam palmas.
Verdade! Foi tão lindo!
A verncedora é a Billy. E agora, o que faço com o livro? Mando para Buenos Aires?
1 - Tenho fama de desastrada e de partir coisas. Por isso, aproveitei a fama, parti, uma vez, um dálmata de loiça em tamanho natural que a minha avó tinha em casa.
Mentira! Parti uma taça de sobremesa, que andava por lá há anos, já toda esbeirada e não desaparecia... cães de louça nunca por lá houve.
2 - Ainda no registo desastrado, choquei uma vez com a bicicleta contra o retrovisor de um carro estacionado. Apresentei-me ao domo como culpada e disse que só lhe pagava se ele me apresentasse a factura do espelho.
Verdade! Tinha aí uns dez anos. Apesar de os meus primos me dizerem para fugir, eu apresentei-me ao dono e disse que tinha sido eu e que pagava o arranjo. Mas depois ele disse que tinham sido 2000 escudos e eu pedi-lhe a factura como prova. Como ele não apresentou, nao paguei...
3 - Tenho óptimo ouvido e o meu sonho era ter aprendido a tocar harpa, mas a minha mãe dizia sempre que não cabia uma harpa cá em casa - só se eu saísse para ela entrar...
Mentira! Não tenho óptimo ouvido, nem nunca quis tocar harpa. Mas queria um piano e a minha mãe dizia, realmente, que se entrasse um piano, eu tinha de sair porque já nã tínhamos espaço.
4 - Não cheguei a tocar harpa, mas aprendi a tocar viola e a primeira vez que tive de tocar em palco, tropecei e espalhei-me ao comprido, ainda antes da actuação.
Verdade! Foi uma actuação e tanto.
5 - O meu meio de transporte preferido é o teleférico.
Verdade! Adoro andar de teleférico, acho fabuloso subir e descer montanhas.
6 - Já fui trabalhar com um sapato de cada cor.
Verdade! Um castanho e um verde. Só dei por isso a meio da manhã.
7 - Adoro longas conversas ao telefone com os amigos.
Mentira! Cada vez gosto menos de falar ao telefone.
8 - O meu sonho de criança era ser veterinária.
Verdade! Mas acho que o que me fascinava era a ideia de andar no campo, de um lado para o outro e não os animais, dos quais nem sequer gosto muito.
9 - Se a R. fosse um rapaz tinha-se chamado Evnor, nome de que gostava desde miúda, pela sonoridade medieval.
Mentira! Na verdade, quando era miúda, gostava do nome, mas a R., se fosse rapaz, teria sido Gil.
10 - Quando trabalhava no Bairro Alto, um dia recebi um ramo de flores em pleno Largo da Misericórdia, enquanto todos os operários de uma obra batiam palmas.
Verdade! Foi tão lindo!
A verncedora é a Billy. E agora, o que faço com o livro? Mando para Buenos Aires?
Tuesday, March 10, 2009
O condoninho da Renata
É um espectáculo este link, onde podemos acompanhar, em directo, a vida de um casal de cegonhas no ninho. Eu sei que é um pouco voyeurismo e que pode parecer enfadonho, mas experimentem e vejam como vale a pena.
Friday, March 6, 2009
Verdade ou consequência?
Bem, respondendo então ao desafio que veio de Buenos Aires, cá ficam 10 afirmações sobre a minha pessoa, 4 falsas e 6 verdadeiras. Quais são quais? Vá, opiniem!!! O prémio para o vencedor será... um livro registado no BookCrossing, que o vencedor terá de ler e partilhar.
1 - Tenho fama de desastrada e de partir coisas. Por isso, aproveitei a fama, parti, uma vez, um dálmata de loiça em tamanho natural que a minha avó tinha em casa.
2 - Ainda no registo desastrado, choquei uma vez com a bicicleta contra o retrovisor de um carro estacionado. Apresentei-me ao domo como culpada e disse que só lhe pagava se ele me apresentasse a factura do espelho.
3 - Tenho óptimo ouvido e o meu sonho era ter aprendido a tocar harpa, mas a minha mãe dizia sempre que não cabia uma harpa cá em casa - só se eu saísse para ela entrar...
4 - Não cheguei a tocar harpa, mas aprendi a tocar viola e a primeira vez que tive de tocar em palco, tropecei e espalhei-me ao comprido, ainda antes da actuação.
5 - O meu meio de transporte preferido é o teleférico.
6 - Já fui trabalhar com um sapato de cada cor.
7 - Adoro longas conversas ao telefone com os amigos.
8 - O meu sonho de criança era ser veterinária.
9 - Se a R. fosse um rapaz tinha-se chamado Evnor, nome de que gostava desde miúda, pela sonoridade medieval.
10 - Quando trabalhava no Bairro Alto, um dia recebi um ramo de flores em pleno Largo da Misericórdia, enquanto todos os operários de uma obra batiam palmas.
1 - Tenho fama de desastrada e de partir coisas. Por isso, aproveitei a fama, parti, uma vez, um dálmata de loiça em tamanho natural que a minha avó tinha em casa.
2 - Ainda no registo desastrado, choquei uma vez com a bicicleta contra o retrovisor de um carro estacionado. Apresentei-me ao domo como culpada e disse que só lhe pagava se ele me apresentasse a factura do espelho.
3 - Tenho óptimo ouvido e o meu sonho era ter aprendido a tocar harpa, mas a minha mãe dizia sempre que não cabia uma harpa cá em casa - só se eu saísse para ela entrar...
4 - Não cheguei a tocar harpa, mas aprendi a tocar viola e a primeira vez que tive de tocar em palco, tropecei e espalhei-me ao comprido, ainda antes da actuação.
5 - O meu meio de transporte preferido é o teleférico.
6 - Já fui trabalhar com um sapato de cada cor.
7 - Adoro longas conversas ao telefone com os amigos.
8 - O meu sonho de criança era ser veterinária.
9 - Se a R. fosse um rapaz tinha-se chamado Evnor, nome de que gostava desde miúda, pela sonoridade medieval.
10 - Quando trabalhava no Bairro Alto, um dia recebi um ramo de flores em pleno Largo da Misericórdia, enquanto todos os operários de uma obra batiam palmas.
Thursday, March 5, 2009
O mundo aqui ao lado
Ao morrer, na semana passada, com 66 anos, José Mégre conhecia todos os países do mundo, à excepção do Iraque, no qual não lhe deram visto para entrar.
Este é o meu mapa-mundi, bem mais modesto, claro está:

visited 21 states (9.33%)
Create your own visited map of The World or website vertaling duits?
Este é o meu mapa-mundi, bem mais modesto, claro está:
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Monday, March 2, 2009
Uauaua, obrigada J. e R.!
Onde é eu estive no Sábado passado, adivinhem lá? Estive a gozar a prenda de Natal dos meus queridos irmã e cunhado, no Opium day spa. Comecei por um Duche Vichy, que ADOREI. Haverá alguma coisa melhor do que estar deitada, com jactos de aguinha quente a percorrer o corpo (e os pés!), enquanto nos massajam? Se houver, só se for a massagem Hot stones, para onde me encaminhei logo de seguida, que se pode descrever como uma hora de conforto e prazer e relaxamento e... na realidade, acho que não se consegue muito bem descrever, só mesmo sentindo.
O spa era longe, no fim do IC19, mas valia muito a pena, porque as instalações são novas e impecáveis e o atendimento de grande simpatia e qualidade. Foram duas horinhas muito bem passadas, lá isso foram. Muito obrigada, meus queridos, Deus vos pague e abençoe.
O spa era longe, no fim do IC19, mas valia muito a pena, porque as instalações são novas e impecáveis e o atendimento de grande simpatia e qualidade. Foram duas horinhas muito bem passadas, lá isso foram. Muito obrigada, meus queridos, Deus vos pague e abençoe.
Monday, January 26, 2009
Ele há coisas...
Hoje, na escola da R. levantou-se um enorme mistério, tão grande que ela e as colegas tiveram de chamar a educadora para o resolver: como é que a fada dos dentinhos descobriu que tinha caído um dente à R. e lhe pôs o livro da Bruxa Esbrenhuxa debaixo da almofada se ela engoliu o dente e não tinha nada para lá pôr?
O que vale é que a São tem muuuitos anos de experiência e arranjou logo ali uma solução mágica, que até metia radiografias e tudo! Viva a fada dos dentinhos (e a São)!
O que vale é que a São tem muuuitos anos de experiência e arranjou logo ali uma solução mágica, que até metia radiografias e tudo! Viva a fada dos dentinhos (e a São)!
Wednesday, January 21, 2009
Portugal continua nos melhores do mundo
No que diz respeito à taxa de mortalidade infantil, Portugal está hoje entre os melhores países do mundo, com 4 mortes por mil nascimentos, que é o segundo melhor número, a seguir a um grupo de seis países que têm 3 em mil. Se pensarmos que, em 1960, esse número era de 77,5 mortes em mil, acho que temos muito de que nos orgulhar. Agora, tal como diz neste artigo, há ainda que humanizar um pouco mais os hospitais. Não podia concordar mais com o que é dito quanto aos partos em casa, não acho que seja por aí o caminho. Como ja ouvi dizer, há países "civilizados", como o Reino Unido, que os incentivam, porque o Estado poupa com isso (e que têm mortalidades infantis superiores à nossa). Eu prefiro que, pelo menos nisto, não se poupe.
O relatório da UNICEF de 2009 está aqui. Claro que é impossível lê-lo sem ver os números terríveis dos países africanos ou de sítios como o Afeganistão. Eu acho especialmente triste ver os dados dos países de expressão portuguesa, porque mostram muito bem que a herança que deixámos não foi das melhores e que, enquanto nós por aqui melhoramos a olhos vistos, eles nem por isso. Dirão que a responsabilidade já não é nossa. Não? Não sei...
De qualquer forma, os números da UNICEF, a nível mundial, são encorajadores. Ainda bem, mas há tanto por fazer ainda...
Wednesday, January 14, 2009
A última flor, de James Thurber
Ao ouvir a notícias de Gaza, nas últimas semanas, mais uma vez lembrei-me deste livro, que os meus pais tinham (e que eu surripiei quando vim para minha casa - juntamente com a Obra Poética do David Mourão Ferreira, e o Pavarotti a cantar o Ave Maria de Schubert; há coisas que devem andar sempre connosco). Finalmente, alguém o pôs no youtube. Está aqui.
Wednesday, January 7, 2009
Se todos desejarmos um bocadinho, quem sabe...
Umas das poucas pessoas que conheço pessoalmente do Bookcrossing é a Tânia, a Snowshoee. A Tânia sofre de uma insuficiência cardíaca, que se tem vindo a agravar, e está neste momento à espera de um transplante de coração, com muita, muita urgência.
Porque tem 26 anos, porque a vida nem sempre é justa, porque tem sido muito corajosa, porque é uma situação que nenhum de nós pode imaginar, a onda de solidariedade que se gerou, quer em Portugal, quer nos bookcrossers do mundo inteiro é enorme.
Há, neste momento, velas reais e virtuais, preces e desejos em todo o mundo, como podemos ver neste blogue. A sensação de impotência perante tamanha tragédia pessoal é enorme, neste mundo onde parece que tudo pode ter solução, desde que haja vontade. Mas, neste caso, parece realmente não haver nada a fazer, a não ser esperar um milagre. Assim fazemos.
Porque tem 26 anos, porque a vida nem sempre é justa, porque tem sido muito corajosa, porque é uma situação que nenhum de nós pode imaginar, a onda de solidariedade que se gerou, quer em Portugal, quer nos bookcrossers do mundo inteiro é enorme.
Há, neste momento, velas reais e virtuais, preces e desejos em todo o mundo, como podemos ver neste blogue. A sensação de impotência perante tamanha tragédia pessoal é enorme, neste mundo onde parece que tudo pode ter solução, desde que haja vontade. Mas, neste caso, parece realmente não haver nada a fazer, a não ser esperar um milagre. Assim fazemos.
Monday, January 5, 2009
Sunday, January 4, 2009
Planisfério pessoal, de Gonçalo Cadilhe
Tal como os livros anteriores do Gonçalo Cadilhe que tinha lido (A lua pode esperar e, sobretudo, África acima) este livro causou-me uma impressão muito forte e vários tipos de sentimentos.
Tal como os anteriores, li-o de uma assentada, perdendo horas de sono, o que quer dizer que dei a volta ao mundo numa noite (o que talvez não agradasse muito ao autor, assim como facto de o ter lido através do bookcrossing, que ele - que não consegue cortar o cordão umbilical com os seus livros - considera "uma promiscuidade irresponsável").
Comecei a gostar do livro ainda antes de o ler, porque acho o título muito bonito. A palavra pessoal (como no programa da TSF Pessoal e Transmissível e não como em "Vou beber um copo ao Bairro Alto, com o pessoal") lembra-me que todos somos únicos, mas não necessariamente individualistas. Depois, entrei na vertigem de uma volta ao mundo que o autor traçou pelos caminhos menos convencionais, atravessando alguns dos países mais pobres e mais miseráveis do mundo (porque ser pobre e ser miserável não é bem a mesma coisa, e o fundo da escada é quando as duas coisas se fundem) não procurando necessariamente os pontos turísticos, mas sem fugir deliberadamente deles.
E aqui dividem-se a minhas emoções. Se a aventura me seduz (consigo mesmo, por vezes, encontrar alguns paralelismos com o meu próprio planisfério pessoal, que, não tendo qualquer comparação com o do Gonçalo Cadilhe, tem alguns momentos interessantes, como uma viagem nocturna de comboio entre Moscovo e São Petesburgo), deprime-me sempre imaginar aldeias em que as crianças fabricam armas e cultivam ópio depois da escola.
Roubar dignidade à infância e à velhice são infâmias que não devíamos permitir (penso nisto enquanto a R. se pendura no meu pescoço durante um momento mais assustador d'"A Bela e o Mostro", que longe que está o mundo daqui de casa).
Mas por isso, também, gosto dos livros de Gonçalo Cadilhe e gostava que ele escrevesse mesmo livros, e não apenas publicações das crónicas semanais, que deixam tanto por dizer; gosto porque ele vai ao encontro de pessoas que semeiam projectos de esperança, como a escola informal na Nicarágua ou o hotel que alimenta crianças, no Peru.
E tudo isto está tão longe e , ao mesmo tempo, tão perto das multidões de turistas que coleccionam carimbos de passaporte, experiências pré-fabricada, a ver por ver, sem ver.
Recordei-me do choque que senti ao chegar ao Mont Saint-Michel ou ao Sacré Coeur, onde hordas de turistas de acotovelavam e do prazer que era estar na Fraguinha, ou na pousada de juventude no ponto onde a Noruega, a Finlândia e a Suécia se encontram e, realmente, a escolha é fácil (embora todas sejam experiências ricas).
E, já agora, Gonçalo Cadilhe, eu acho que o tal trekking, ou wanderung, se pode muito bem dizer em português "caminhar", que é um verbo que por cá anda há bastante tempo. A forma de o fazer é diferente, realmente, porque - entre nós - só há pouco tempo caminhar é associado ao lazer e à saúde. Até há uns anos atrás, a maior parte dos portugueses não fazia outra coisa: caminhava para o trabalho (a muitos quilómetros, por vezes), para a escola, para casa. E caminhar era sinónimo de pobreza, de não ter outro meio de transporte, que poucos tinham (e esses não caminhavam, passeavam, no jardim, ao Domingo). Agora, que - para o bem e para o mal - o transporte individual se democratizou, já podemos voltar a caminhar tranquilos.
Ena, onde eu cheguei neste planisfério...
Tal como os anteriores, li-o de uma assentada, perdendo horas de sono, o que quer dizer que dei a volta ao mundo numa noite (o que talvez não agradasse muito ao autor, assim como facto de o ter lido através do bookcrossing, que ele - que não consegue cortar o cordão umbilical com os seus livros - considera "uma promiscuidade irresponsável").
Comecei a gostar do livro ainda antes de o ler, porque acho o título muito bonito. A palavra pessoal (como no programa da TSF Pessoal e Transmissível e não como em "Vou beber um copo ao Bairro Alto, com o pessoal") lembra-me que todos somos únicos, mas não necessariamente individualistas. Depois, entrei na vertigem de uma volta ao mundo que o autor traçou pelos caminhos menos convencionais, atravessando alguns dos países mais pobres e mais miseráveis do mundo (porque ser pobre e ser miserável não é bem a mesma coisa, e o fundo da escada é quando as duas coisas se fundem) não procurando necessariamente os pontos turísticos, mas sem fugir deliberadamente deles.
E aqui dividem-se a minhas emoções. Se a aventura me seduz (consigo mesmo, por vezes, encontrar alguns paralelismos com o meu próprio planisfério pessoal, que, não tendo qualquer comparação com o do Gonçalo Cadilhe, tem alguns momentos interessantes, como uma viagem nocturna de comboio entre Moscovo e São Petesburgo), deprime-me sempre imaginar aldeias em que as crianças fabricam armas e cultivam ópio depois da escola.
Roubar dignidade à infância e à velhice são infâmias que não devíamos permitir (penso nisto enquanto a R. se pendura no meu pescoço durante um momento mais assustador d'"A Bela e o Mostro", que longe que está o mundo daqui de casa).
Mas por isso, também, gosto dos livros de Gonçalo Cadilhe e gostava que ele escrevesse mesmo livros, e não apenas publicações das crónicas semanais, que deixam tanto por dizer; gosto porque ele vai ao encontro de pessoas que semeiam projectos de esperança, como a escola informal na Nicarágua ou o hotel que alimenta crianças, no Peru.
E tudo isto está tão longe e , ao mesmo tempo, tão perto das multidões de turistas que coleccionam carimbos de passaporte, experiências pré-fabricada, a ver por ver, sem ver.
Recordei-me do choque que senti ao chegar ao Mont Saint-Michel ou ao Sacré Coeur, onde hordas de turistas de acotovelavam e do prazer que era estar na Fraguinha, ou na pousada de juventude no ponto onde a Noruega, a Finlândia e a Suécia se encontram e, realmente, a escolha é fácil (embora todas sejam experiências ricas).
E, já agora, Gonçalo Cadilhe, eu acho que o tal trekking, ou wanderung, se pode muito bem dizer em português "caminhar", que é um verbo que por cá anda há bastante tempo. A forma de o fazer é diferente, realmente, porque - entre nós - só há pouco tempo caminhar é associado ao lazer e à saúde. Até há uns anos atrás, a maior parte dos portugueses não fazia outra coisa: caminhava para o trabalho (a muitos quilómetros, por vezes), para a escola, para casa. E caminhar era sinónimo de pobreza, de não ter outro meio de transporte, que poucos tinham (e esses não caminhavam, passeavam, no jardim, ao Domingo). Agora, que - para o bem e para o mal - o transporte individual se democratizou, já podemos voltar a caminhar tranquilos.
Ena, onde eu cheguei neste planisfério...
Tuesday, December 30, 2008
Pessoal dos 70's, tudo a ligar o som
Toca a clicar e a pôr na música "Os amigos". Quem é amiga, quem é? Vi esta pérola no blogue do Nuno Markl e não resisti a pôr aqui.
Monday, December 29, 2008
Estamos mesmo em época de remakes e adaptações
Eis a nova versão do "Anjo da guarda", que a R. rezava um destes dias:
Fadinha da guarda
minha companhia
dá-me magia
de noite e de dia.
Fadinha da guarda
minha companhia
dá-me magia
de noite e de dia.
Tuesday, December 16, 2008
O povo unido
Pois, é verdade. Os trabalhadores a recibos verdes vão ter oportunidade de regularizar as declarações anuais que tinham em falta (as tais que nem os funcionários das finanças sabiam que tinham de ser preenchidas) sem estar sujeitos a multa. Era realmente irónico que se anunciassem tantas medidas de combate ao desemprego, programas disto e daquilo e, em simultâneo, se fizesse uma caça à multa tão vergonhosa.
E a suspensão da multa consegui-se porque houve um enorme movimento que chamou a atenção para a situação. Foi espantosa a capacidade de mobilização de uma "classe" que é invisível, que não tem quaisquer regalias e que não tem quem a represente junto do Estado. O papel do FERVE foi importante, mas também o papel individual de todos aqueles que - sobretudo via net - fizeram passar a mensagem e conseguiram que se corrigisse uma injustiça.
E a suspensão da multa consegui-se porque houve um enorme movimento que chamou a atenção para a situação. Foi espantosa a capacidade de mobilização de uma "classe" que é invisível, que não tem quaisquer regalias e que não tem quem a represente junto do Estado. O papel do FERVE foi importante, mas também o papel individual de todos aqueles que - sobretudo via net - fizeram passar a mensagem e conseguiram que se corrigisse uma injustiça.
Sunday, December 14, 2008
Salvem os ricos
Depois da partida de Carnaval na época errada que as Finanças me estão a pregar, este sktech do'Os Contemporâneos vem mesmo, mesmo a calhar.
Tuesday, December 2, 2008
Fim de semana em cheio
Foi mesmo bom passar este fim-de-semana grande com um grande grupo (nove crianças, todas com menos de 8 anos, e 11 adultos), em Castro Marim. Ao contrário do resto do país, estava um tempo fantástico, fizemos passeios a pé, fomos à praia, lançámos papagaios, estivemos na piscina (quentinha...), descansámos imenso e todos - grandes e pequenos - nos portámos muito bem.
Para mim, vai ficar também na memória o momento em que o A. disse, pela primeira vez na sua vida, "Mamã, eu gosto de tu."
Para mim, vai ficar também na memória o momento em que o A. disse, pela primeira vez na sua vida, "Mamã, eu gosto de tu."
Tuesday, November 25, 2008
Poema para Galileo
Gosto muito do António Gedeão, porque acho que ele conseguia aquilo que é mesmo difícil: escrever sobre temas tão banais quanto fundamentais com beleza, melodia e simplicidade. Não conhecia este poema, que acho inspirador nestes dias de desânimo que por aí andam. E gostei especialmente de o ouvir lido por 35 investigadores portugueses. Obrigada, Marcenda, pela divulgação.
Tuesday, November 18, 2008
Chegou o Chico!

Hoje, aqui, vem uma crónica que li há anos no Expresso e da qual, nem sei bem porquê, me lembro muitas vezes. Um grande bem-haja às Palavras por este serviço público de republicação de memórias do baú.
Fez-me lembrar, também, uma cena a que assistimos quando estivemos, em Setembro, nas festas da Charneca (aqui ao lado). Havia animadores pelas ruas, revivendo cenas e personagens de outros tempos. Num tanque improvisado, jovens vestidas à lavadeira de Caneças (da Charneca, neste caso), fingiam lavar roupa à mão, enquanto cá fora, as mulheres da vila diziam "Ó rapariga, isso não é assim que se faz!".
Monday, November 17, 2008
O futuro chegou!
Quando era miúda, tínhamos aquela ideia de que o progresso tecnológico ia fazer coisas tão fabulosas como inúteis, tais como máquinas falantes. Desde que uso diariamente um elevador que fala comigo ("Fecho de portas", "Primeiro piso", "Atenção", "Boa viagem") que sei que esse futuro está mesmo aqui, à minha beira - embora, cá para mim, aquele conversa toda seja só para nos distrair da lentíssima velocidade a que a dita máquina cumpre a sua função ascendente e descendente...
Também havia o Kit, aquele carro d'O Justiceiro, com quem o Michael Knight comunicava via relógio ("Kit, Kit, vem me buscar"). Mas esse foi outro mito que caiu, no dia em que estava à porta de uma discoteca e um conhecido trazia com ele um carro falante. Falava pouco, é certo, mas com clareza: "You're too close to the car. Please step back".
Mas a semana passada vi algo realmente diferente: um eléctrico falante (ou um carro-eléctrico falante, como diria a minha avó). Ia eu, ordeiramente, a atravessar uma passadeira no sinalito verde, quando ouço uma buzina e uma voz metálica dizer MUITO ALTO qualquer coisa como "Deves estar é pitosga!". Primeiro, apanhei um susto. Depois pensei "Que gravação estranha". E, finalmente, percebi que não, infelizmente ainda não era a máquina a falar, era só mesmo o condutor a usar a tecnologia para insultar um transeunte menos cumpridor das passadeiras do que eu... o que vale é que o eléctrico é fechado e ainda não se inventou uma mãozinha mecânica para insultar o pessoal com gestos...
Também havia o Kit, aquele carro d'O Justiceiro, com quem o Michael Knight comunicava via relógio ("Kit, Kit, vem me buscar"). Mas esse foi outro mito que caiu, no dia em que estava à porta de uma discoteca e um conhecido trazia com ele um carro falante. Falava pouco, é certo, mas com clareza: "You're too close to the car. Please step back".
Mas a semana passada vi algo realmente diferente: um eléctrico falante (ou um carro-eléctrico falante, como diria a minha avó). Ia eu, ordeiramente, a atravessar uma passadeira no sinalito verde, quando ouço uma buzina e uma voz metálica dizer MUITO ALTO qualquer coisa como "Deves estar é pitosga!". Primeiro, apanhei um susto. Depois pensei "Que gravação estranha". E, finalmente, percebi que não, infelizmente ainda não era a máquina a falar, era só mesmo o condutor a usar a tecnologia para insultar um transeunte menos cumpridor das passadeiras do que eu... o que vale é que o eléctrico é fechado e ainda não se inventou uma mãozinha mecânica para insultar o pessoal com gestos...
Wednesday, November 12, 2008
Lugares onde vivemos
Este site é absolutamente fabuloso http://theplaceswelive.com/
Mostra como vivem muitos de nós, neste planeta de desigualdades, mas sem explorar a miséria alheia, ao estilo TVI. As imagens e os testemunhos das pessoas são muito, muito belos. Fico a pensar no absurdo que é alguém poder achar-se infeliz quando tem um tecto e alguém que goste de si. Impressionaram-me muitissimo as "casas" da Indonésia, em especial a da mãe com o bebé que vivem num banco. Curiosamente, todos os testemunhos têm sementes de esperança.
Mostra como vivem muitos de nós, neste planeta de desigualdades, mas sem explorar a miséria alheia, ao estilo TVI. As imagens e os testemunhos das pessoas são muito, muito belos. Fico a pensar no absurdo que é alguém poder achar-se infeliz quando tem um tecto e alguém que goste de si. Impressionaram-me muitissimo as "casas" da Indonésia, em especial a da mãe com o bebé que vivem num banco. Curiosamente, todos os testemunhos têm sementes de esperança.
Friday, October 31, 2008
Bruxas à portuguesa
Acabadinho de chegar da escola da R.:
Numa casa muito estranha
toda feita de chocolate,
vivia uma bruxa castanha
que adorava o disparate.
Punha os copos no fogão,
as panelas na banheira,
os sapatos nas gavetas,
as meias na frigideira.
Escrevia com fios de água,
dormia sempre de pé.
Cozinhava numa cama
e comia no bidé.
António Mota
Numa casa muito estranha
toda feita de chocolate,
vivia uma bruxa castanha
que adorava o disparate.
Punha os copos no fogão,
as panelas na banheira,
os sapatos nas gavetas,
as meias na frigideira.
Escrevia com fios de água,
dormia sempre de pé.
Cozinhava numa cama
e comia no bidé.
António Mota
Wednesday, October 29, 2008
Mundos dentro de mundos
Como é sabido, ando quase sempre a pé e se há coisa de que gosto é de andar pelos vários cantos da cidade, passeando com objectivo. Ou seja, gosto de ir passando pelas ruas, ir reparando neste ou naquele pormenor, levando um rumo definido em direcção ao qual me vou mais ou menos desviando.
Passo muitas vezes num jardim, que tem um parque infantil. Como quase não há crianças nas redondezas, quem ocupa o parque são os jovens de uma escola profissional na vizinhaça, que andam de baloiço com os portáteis no colo. Hoje, o parque estava apinhado de jovens, no intervalo do almoço. E eu, sempre de passagem, ia reparando na impressionante diversidade daquele espaço. Num banco do jardim estava um idoso, talvez sem-abrigo, com um ar mal arranjado e olhar no infinito. Noutro, uma rapariga de sotaque brasileiro lia cartas de tarot a dois jovens. Apressados, passavam (passeavam) outros. Como eu. Cada um de nós com o seu ritmo e a sua história.
Passo muitas vezes num jardim, que tem um parque infantil. Como quase não há crianças nas redondezas, quem ocupa o parque são os jovens de uma escola profissional na vizinhaça, que andam de baloiço com os portáteis no colo. Hoje, o parque estava apinhado de jovens, no intervalo do almoço. E eu, sempre de passagem, ia reparando na impressionante diversidade daquele espaço. Num banco do jardim estava um idoso, talvez sem-abrigo, com um ar mal arranjado e olhar no infinito. Noutro, uma rapariga de sotaque brasileiro lia cartas de tarot a dois jovens. Apressados, passavam (passeavam) outros. Como eu. Cada um de nós com o seu ritmo e a sua história.
Friday, October 24, 2008
Muito engraçado...
...foi o episódio de ontem de Os contemporâneos. O melhor até hoje, na minha opinião. O humor em Portugal tem evoluído muito nos últimos anos, em inteligência, versatilidade e irreverência.
O musical Casa Pia é fabuloso - http://br.youtube.com/watch?v=lD8VkaAysCc -. Consegue pegar num tema trágico e fazer humor corrosivo, sem ter mau gosto. O guião para novela da TVI, onde todos bebem sumos de frutos tropicais ao pequeno almoço, servidos de criadas fardadas também teve muita graça. E a minha frase preferida foi a da comemoração dos dez anos da invenção do Viagra: "Desde que apareceu o viagra é cada mais difícil arranjar quatro velhotes para jogar às cartas num parque."
O musical Casa Pia é fabuloso - http://br.youtube.com/watch?v=lD8VkaAysCc -. Consegue pegar num tema trágico e fazer humor corrosivo, sem ter mau gosto. O guião para novela da TVI, onde todos bebem sumos de frutos tropicais ao pequeno almoço, servidos de criadas fardadas também teve muita graça. E a minha frase preferida foi a da comemoração dos dez anos da invenção do Viagra: "Desde que apareceu o viagra é cada mais difícil arranjar quatro velhotes para jogar às cartas num parque."
Bem, brincar é mesmo brincar
A R. e o A. estão neste momento a arrumar o quarto e a brincar às casinhas, enquanto eu trabalho. Ouvi a R., com os seus cinco anos, a dizer ao A., que ainda não tem dois: "Vá, vamos brincar. Eu era a filha mais velha e tu o pai. Tu ias trabalhar e eu estava aqui a brincar"!
Wednesday, October 22, 2008
É oficial:
Chegou o Outono. E como é que isso se vê? Não é quando o calendário marca, quando há casacos nas montras, quando há vendedores de castanhas, nem sequer quando muda a hora. O Outono está de facto (como se diz agora) implementado no primeiro diz em que saio à rua e não vejo ninguém de sapatos abertos. Foi hoje.
Friday, October 17, 2008
E se o resto do mundo pudesse votar...
...nas eleições americanas? É o que este blogue propõe que se veja: http://iftheworldcouldvote08.blogspot.com/
Parabéns Pai!
Um bom dia e votos de continuação de uma vida tranquila e com a boa disposição que te conhecemos!
Cenas
Como quem me conhece sabe, eu não gosto de conduzir e, felizmente, preciso pouco de fazê-lo. Como ando quase sempre de transportes, há uma fatia da realidade (composta por filas de trânsito e comportamentos automobilisticos, músicas e programas de rádio) que me escapa.
Ora, hoje que passei mais de um quarto de hora na fila da Praça de Espanha, vi duas coisas que me puseram de boca aberta: a primeira, um rapaz (sendo que, para mim, "rapaz" já pode ser um homem de 40 anos..) de bicicleta NA CONTRAMÃO. E não, não era um puto com uma daquelas binas maradas, a desafiar o destino. Era um tipo de fato, de capacete, com ar de quem ia trabalhar.
A segunda foi o passageiro do carro à minha frente ter saído do carro, e ir acompanhando a fila a pé, cá fora, enquanto fumava um cigarro. Só me lembrava das histórias que contavam do combóio do Tua, que dava para sair, apanhar uvas, comê-las e depois apanhar de novo o combóio, em lento andamento.
Enfim, cenas.
Ora, hoje que passei mais de um quarto de hora na fila da Praça de Espanha, vi duas coisas que me puseram de boca aberta: a primeira, um rapaz (sendo que, para mim, "rapaz" já pode ser um homem de 40 anos..) de bicicleta NA CONTRAMÃO. E não, não era um puto com uma daquelas binas maradas, a desafiar o destino. Era um tipo de fato, de capacete, com ar de quem ia trabalhar.
A segunda foi o passageiro do carro à minha frente ter saído do carro, e ir acompanhando a fila a pé, cá fora, enquanto fumava um cigarro. Só me lembrava das histórias que contavam do combóio do Tua, que dava para sair, apanhar uvas, comê-las e depois apanhar de novo o combóio, em lento andamento.
Enfim, cenas.
Wednesday, October 15, 2008
Frases (mais ou menos) famosas
"Quando se tem um filho, é-se pai. Quando se tem dois, é-se árbitro."
Grande, grande verdade esta, que me contaram ontem.
Grande, grande verdade esta, que me contaram ontem.
Saturday, October 11, 2008
11 de Outubro de 1974
...foi o dia em que passei a ser irmã de alguém.
De alguém para quem eu escolhi o nome (e lindo, por sinal...). Tem sido muito fácil ser irmã, nestes 34 anos.
Posso dizer que é mais simples ser irmã do que filha ou mãe.
Tem sido, também, muito divertido.
Com muita, muita cumplicidade.
Por isso, obrigada e parabéns, J.!
De alguém para quem eu escolhi o nome (e lindo, por sinal...). Tem sido muito fácil ser irmã, nestes 34 anos.
Posso dizer que é mais simples ser irmã do que filha ou mãe.
Tem sido, também, muito divertido.
Com muita, muita cumplicidade.
Por isso, obrigada e parabéns, J.!
Voltamos às xerovias
Apanhei um programa de televisão que falava sobre o Festival da Xerovia, que se está a realizar este fim-de-semana. Explicaram tudo: o que são xerovias, onde existem, como se preparam e se comem, mostraram uma senhora a fazer e mais uns senhores a comer as ditas. Como não apanhei do princípio, faltou-me o essencial, que não consegui resolver com várias buscar na net - onde é que afinal está a ser o festival? Fica uma pessoa aqui de água na boca, caramba. Dão-se, pois, alvíssaras (já que não posso dar xerovias) a quem descobrir a localidade, talvez dê para lá dar um salto para a próxima vez.
Wednesday, October 8, 2008
Viva os séniores!
Hoje dei uma aula numa universidade da 3ª idade e foi uma experiência muito interessante. Era uma turma bastante diversificada, quer em termos de idade que de habilitações, mas era exigente, atenta e participativa. E tolerante com as opiniões alheias. Enfim, foi um prazer. Para a semana vamos fazer trabalho de campo numa visita, estou cheia de expectativas!
Friday, October 3, 2008
Bem, agora é que eu não passo sem ver o filme
"Ensaio sobre a cegueira" é, para mim, um dos melhores livros de Saramago (é sabido que gosto muito do autor e que fiquei muito feliz por ser um "nobelizado" seja lá o que isso implica). Saber que o Meirelles ia realizar o filme foi uma óptima notícia e estava com imensa curiosidade de saber como ele iria fazê-lo. E agora leio esta notícia:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344571
Por estas e por outras é que depois as associações ficam desacreditadas. Como é que é possível?
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344571
Por estas e por outras é que depois as associações ficam desacreditadas. Como é que é possível?
Tuesday, September 30, 2008
Música para todos
Ultimamente, nos transportes colectivos, tenho-me apercebido de um novo fenómeno (pelo menos para mim). Estava habituada à presença de jovens, com auscultadores que parece que têm aumentado de diâmetro nos últimos anos. Ou seja, no tempo em que eu era da idade deles, quanto mais micro mais caro e mais cobiçado. Hoje, vejo-os com uns monos que parecem uns auscultadores anti-ruído que o meu pai tinha lá em casa, daqueles que se usava nas fábricas (e que os bonecos dos sinais a avisar a presença de obras têm).
E talvez porque aquilo não deve dar jeito nenhum (embora, deva ter um grande som...) há agora por aí muito pessoal que deixou de usar auscultadores e ouve música ao natural. Ou seja, usa o telemóvel em alta voz e vai dando música alegremente a todos os que partilham a viagem.
A primeira vez pensei que fosse o rádio do autocarro, que totó que eu sou...
E talvez porque aquilo não deve dar jeito nenhum (embora, deva ter um grande som...) há agora por aí muito pessoal que deixou de usar auscultadores e ouve música ao natural. Ou seja, usa o telemóvel em alta voz e vai dando música alegremente a todos os que partilham a viagem.
A primeira vez pensei que fosse o rádio do autocarro, que totó que eu sou...
Tuesday, September 23, 2008
Informática para miúdos
Na escola da R. há a opção de informática. A mim, parece-me ridículo pagar para eles brincarem com o computador, até porque é uma coisa bem gira para fazermos com eles nos dias de chuva...
Aqui ficam os links, para descarregar os programas ou ir à net brincar com eles (são todos gratuitos) dos que usam lá na escola e de mais uns que cá em casa fazem furor:
Programas
Gcompris http://gcompris.net/-pt-br
Pysycache http://www.pysycache.org/
Tux paint http://www.tuxpaint.org/
Sites
Poisson rouge http://www.poissonrouge.com/
Site junior http://www.junior.te.pt
Aqui ficam os links, para descarregar os programas ou ir à net brincar com eles (são todos gratuitos) dos que usam lá na escola e de mais uns que cá em casa fazem furor:
Programas
Gcompris http://gcompris.net/-pt-br
Pysycache http://www.pysycache.org/
Tux paint http://www.tuxpaint.org/
Sites
Poisson rouge http://www.poissonrouge.com/
Site junior http://www.junior.te.pt
Monday, September 22, 2008
Vão ver e é já!
Vão, vão, não percam. É uma benção de gente linda, talentosa e de boa disposição.
http://www.mammamiamovie.com/
http://www.mammamiamovie.com/
Conversa, conversa, conversa
A forma deliciosamente engraçada de falar das crianças de um ou dois anos é muito difícil de reproduzir, como aqueles momentos hilariantes que só a quem os viveu parecem engraçados. Mesmo assim, vou deixar aqui algumas das expressões do A. que nos têm deliciado nos últimos tempos:
"- Vamos acima abaixo" (vamos lá para baixo)
"- Papá, anda cá ver o rato" (aos gritos de manhã na cama - era para ver uma caixa do puzzle do Ratatui)
"Carromineta" e "Carromião", juntamente com muitos "Camóios" e autocarros.
E a pérola de hoje, estar a espreitar pelas portas do portátil a chamar o avô, que costuma estar no Skype!
"- Vamos acima abaixo" (vamos lá para baixo)
"- Papá, anda cá ver o rato" (aos gritos de manhã na cama - era para ver uma caixa do puzzle do Ratatui)
"Carromineta" e "Carromião", juntamente com muitos "Camóios" e autocarros.
E a pérola de hoje, estar a espreitar pelas portas do portátil a chamar o avô, que costuma estar no Skype!
Friday, September 12, 2008
Férias: antes, durante e depois
O meu avô Zé costumava contar uma história:
"Numa viagem de comboio ia um homem que não parava de dizer «Estou cheio de sede». Os outros passageiros, já fartos de o ouvir, ficaram aliviados quando - na estação seguinte - o homem bebeu um cântaro de água. Quando a viagem retomou, o homem recostou-se e começou a dizer «Vinha cheio de sede»"...
As férias são tal e qual. Passamos as últimas semanas a dizer que precisamos delas, quando as gozamos passa sempre a correr e depois voltamos ao princípio.
Pelo meio, fica a satisafação do que gozámos e do que os miúdos aprenderam. Como ontem, quando o A. disse, ao ver uma ambulância, "É meio-dia!", em lembrança à sirene dos bombeiros das férias.
"Numa viagem de comboio ia um homem que não parava de dizer «Estou cheio de sede». Os outros passageiros, já fartos de o ouvir, ficaram aliviados quando - na estação seguinte - o homem bebeu um cântaro de água. Quando a viagem retomou, o homem recostou-se e começou a dizer «Vinha cheio de sede»"...
As férias são tal e qual. Passamos as últimas semanas a dizer que precisamos delas, quando as gozamos passa sempre a correr e depois voltamos ao princípio.
Pelo meio, fica a satisafação do que gozámos e do que os miúdos aprenderam. Como ontem, quando o A. disse, ao ver uma ambulância, "É meio-dia!", em lembrança à sirene dos bombeiros das férias.
Wednesday, July 30, 2008
Jonas Adoption Journey: Gotcha day!!
Jonas Adoption Journey: Gotcha day!!
Temos uma nova prima! Desejo as maiores felicidades para ela e para os pais e irmãos, capazes deste acto de generosidade e coração aberto que trouxe a Tess para a família. Um grande beijinho para ela.
Temos uma nova prima! Desejo as maiores felicidades para ela e para os pais e irmãos, capazes deste acto de generosidade e coração aberto que trouxe a Tess para a família. Um grande beijinho para ela.
Friday, July 25, 2008
Asas, amigos, Bookcrossing e a minha vida
Como todos os que me conhecem sabem, faço parte, desde Fevereiro de 2005, de uma comunidade virtual de partilha de livros que se chama Bookcrossing. Ouvi falar do conceito num programa da SIC Mulher, o "Elas em Marte", onde três bookcrossers - a Cokas, a nninoca e o Sossap - explicavam um pouco a história do movimento (que nasceu nos Estados Unidos) e a forma como é vivido em Portugal.
Achei a ideia de partilhar os nossos livros fantástica e, no dia seguinte, registei-me no site (sou a fungaga) e por lá ando, ainda hoje. Ao princípio, ainda tentei passar a mensagem a alguns amigos e familiares, mais amantes da leitura, mas - por uma razão ou outra - só uma amiga (a Maio) aderiu.
O que é que aconteceu nestes três anos e meio? Li, li, li. Sempre foi algo que fiz, mas - graças ao BC - conheci novos autores, li livros em que nunca teria pegado numa livraria, gostei de uns, adorei outros, não gostei de alguns... li sobretudo bookrings, que são empréstimos, que circulam, pelo correio, entre vários leitores. Como existe um fórum de discussão português, passo também por lá algum tempo; dependendo do tempo que tenho livre, participo mais ou menos, mas nunca vou à net que não passe por lá. Conheci, também, algumas pessoas ao vivo e fiz alguns amigos que prezo muito.
O que mais me impressionou nesta comunidade foi, desde sempre, a generosidade que todos demonstram. Aquilo que faz muita confusão à maior parte das pessoas ("Mas emprestas os teus livros a desconhecidos? E se os perdes?"), é a primeira ilusão que cai por terra. Ainda que algum livro meu se perca (até hoje, dos que emprestei, estão dois sem retorno) tudo o que já ganhei (desde leituras, livros, prendas, amigos, botinhas de lã para a R. e para o A.) vale muitíssimo mais do que dois livros perdidos.
E porque é que eu escrevo aqui, hoje, tudo isto? Porque, a semana passada, a equipa que gere o BC (sim, porque tudo isto assenta num site de acesso gratuito, mas que tem por trás uma empresa) decidiu implementar algumas alterações, nomeadamente restringir a participação de quem não contribui financeiramente. Foi uma semana de emoções ao rubro, carregada de reclamações e conflitos que terminou - para já - em bem (ou seja, voltou tudo ao que era). E porque hoje de manhã, acordei "com asas" (sou membro com todos os direitos...), ganhas num sorteio (obrigada Marcenda), mais uma das fantásticas iniciativas que se organizam através do BC.
Tudo isto me dá que pensar. Os laços que se criam com pessoas que não se conhece, a forma como milhares de pessoas em todo o mundo se uniram para combater mudanças que consideraram injustas, a alegria que sentimos por um par de asas virtuais.
Podia daqui tirar muitas conclusões, mas só quero dizer que - de muitas formas - tem sido uma experiência que aumenta a minha fé e confiança na bondade e generosidade humanas. Obrigada a todos!
Monday, July 21, 2008
Olha, não querem ver que aqui agora somos ilustres
É uma honra. Aqui o estaminé é o "Ilustre blogue da semana" aqui. E nós tão despenteados, que é como quem diz, com este design pobrezinho que um dia destes há-de ser melhorado.
Sabedoria popular no seu expoente máximo
Ontem foi dia de Pizza. O que, na minha família, quer dizer que houve uma festa com sessenta ou setenta pessoas a comer mais do que aquilo que se serve em qualquer Pizza Hut durante um fim-de-semana inteiro.
Mas o melhor, claro está, não é comer. É estar na cozinha, a fazer a massa, a esticá-la, a preparar e pôr os ingredientes. É um grande momento anual de aprendizagem pessoal e colectiva.
Ora vejamos: ontem aprendi que 1) Não sei lavar pimentos; 2) Faço a massa muito grossa; 3) Faço a massa muito fina; 4) Faço a massa muito grossa.
Isto mostra algumas coisas giras. Primeiro que, ainda que nós tenhamos cinquenta anos, filhos e netos, para as primas e tias mais velhas somos sempre uns miúdos, que não percebem nada disto. Segundo, que não há nada mais verdadeiro que o provérbio "Cada cabeça sua sentença".
A cena é assim: está tudo ao molho, cheios de rolos da massa e farinha, cada um a falar mais alto que o outro e chega uma tia: "Estás a cortar mal os cogumelos, cortam-se ao alto." Ai é? Eu sempre fiz assim, mas pronto... depois, chega uma prima: "Olha, os cogumelos assim não prestam, tens de cortar em hexágonos e muito fininhos". Ai é? Eu sempre fiz assim...
Na prática, cada um faz mais ou menos como bem entende e como sempre fez e, no fim, nunca sobra nada... e o melhor de tudo é que nos fica sempre uma sensação de união, de que "a família é mesmo assim" e são momentos de enorme boa disposição. Chegamos ao fim do dia cansados, felizes e cheios até mais não.
Mas o melhor, claro está, não é comer. É estar na cozinha, a fazer a massa, a esticá-la, a preparar e pôr os ingredientes. É um grande momento anual de aprendizagem pessoal e colectiva.
Ora vejamos: ontem aprendi que 1) Não sei lavar pimentos; 2) Faço a massa muito grossa; 3) Faço a massa muito fina; 4) Faço a massa muito grossa.
Isto mostra algumas coisas giras. Primeiro que, ainda que nós tenhamos cinquenta anos, filhos e netos, para as primas e tias mais velhas somos sempre uns miúdos, que não percebem nada disto. Segundo, que não há nada mais verdadeiro que o provérbio "Cada cabeça sua sentença".
A cena é assim: está tudo ao molho, cheios de rolos da massa e farinha, cada um a falar mais alto que o outro e chega uma tia: "Estás a cortar mal os cogumelos, cortam-se ao alto." Ai é? Eu sempre fiz assim, mas pronto... depois, chega uma prima: "Olha, os cogumelos assim não prestam, tens de cortar em hexágonos e muito fininhos". Ai é? Eu sempre fiz assim...
Na prática, cada um faz mais ou menos como bem entende e como sempre fez e, no fim, nunca sobra nada... e o melhor de tudo é que nos fica sempre uma sensação de união, de que "a família é mesmo assim" e são momentos de enorme boa disposição. Chegamos ao fim do dia cansados, felizes e cheios até mais não.
Tuesday, July 15, 2008
And here's to you Mrs. Robinson
Ter estado com o S. e o D. na quinta e sexta-feira da semana passada foi uma das melhores prendas que 2008 me trouxe. É mesmo engraçado estar com pessoas que não víamos há quase dez anos e não sentir que os anos passaram, pegar as conversas no sítio onde as largámos e continuar por aí fora. Até breve!
Tuesday, July 8, 2008
Souffle
Porque já me pediram várias vezes a receita, aqui fica:
Ingredientes
50g manteiga
40g farinha
2,5dl leite
sal, pimenta, noz moscada a gosto
150 a 300g do ingrediente principal (peixe cozido, queijo ralado, fiambre cozido, frango, legumes...)
4 ovos
Preparação
1) Derreter a manteiga em lume brando
2) Juntar a farinha, misturar e deixar cozer, sem ganhar muita cor
3) Juntar o leite frio, mexer e deixar cozer até ter um preparado homogéneo
4) Temperar com sal, pimenta e noz moscada
5) Quando à superfície surgirem bolhas, retirar do lume
6) Juntar o ingrediente principal
7) Juntar as gemas
8) Envolver as claras batidas em castelo firme
9) Cozer 30m em forno bem quente
Pode parecer muita coisa, mas não é.
Ingredientes
50g manteiga
40g farinha
2,5dl leite
sal, pimenta, noz moscada a gosto
150 a 300g do ingrediente principal (peixe cozido, queijo ralado, fiambre cozido, frango, legumes...)
4 ovos
Preparação
1) Derreter a manteiga em lume brando
2) Juntar a farinha, misturar e deixar cozer, sem ganhar muita cor
3) Juntar o leite frio, mexer e deixar cozer até ter um preparado homogéneo
4) Temperar com sal, pimenta e noz moscada
5) Quando à superfície surgirem bolhas, retirar do lume
6) Juntar o ingrediente principal
7) Juntar as gemas
8) Envolver as claras batidas em castelo firme
9) Cozer 30m em forno bem quente
Pode parecer muita coisa, mas não é.
Tuesday, July 1, 2008
Vista do céu
Tuesday, June 17, 2008
A propósito de "África acima", de Gonçalo Cadilhe
Ao ler este livro, pelo qual me apaixonei instantaneamente, relembrei alguns dos momentos que passei na Guiné, quando visitei a R., e fiquei cheia de vontade de os partilhar aqui.
As viagens em África são, por si só, uma narrativa. São muito mais do que simples trajectos entre dois pontos. São longas, quase sempre. Apinhadas, muitas vezes. E são experiências de convivência humana únicas, que transformam a mais excitante viagem europeia numa insípida rotina.
Foi, assim, que me apercebi de que as recordações mais marcantes dessa minha única (e, espero sinceramente, não a última) incursão na África negra são as recordações de viagem. Mais do que os dias passados no magnífico paraíso natural que é o arquipélago dos Bijagós, recordo a viagem de ida, numa sexta-feira santa, num barco que habitualmente transportava peixe e estava, naquele dia, apinhado de habitantes de Bissau em visita aos parentes das ilhas.
Foi uma viagem de onze horas, depois de três à espera no cais, sempre ao ritmo da música da banda do cantor guineense Justino Delgado, que viajavam connosco e tocou ininterruptamente, enquanto o barco inteiro dançava. Um pormenor que retive foi de um dos meus companheiros mais próximos ter feito um cotonete com uma pena arrancada a uma galinha que alguém levava e estar tranquilamente a limpar os ouvidos mesmo ao meu lado.
Foi uma viagem memorável, só suplantada pelo regresso, feito numa canoa, acompanhados por um grande porco que não devia gostar de viajar por mar, porque estava deitado e nem se mexia. Lembro-me da absoluta felicidade que senti nesse dia, de pés na água do Atlântico, enquanto a canoa deixava as ilhas (embora tenha decidido tirar os pés da água quando passou, bem perto, uma barbatana suspeita).
Outro momento inesquecível foi a ida de Bissau para Buba, num "toca-toca", as tais carrinhas de nove lugares que partem quando estão cheias e onde tudo se partilha. Não faltou também a viagem no jipe cooperante último modelo. O regresso foi mais convencional, numa carrinha, mas com as emoções à flor da pele, porque tínhamos cumprido a nossa missão de entregar a um guineense, antigo combatente português, que esteve preso nove anos depois da independência, uma carta e várias encomendas que lhe tinham sido enviadas de Portugal pelo seu comandante.
Talvez pela minha amostra de experiência africana, foi realmente um prazer ler este livro, que serviu de pretexto a este modesto relato de viagens. Todas elas acompanhadas de muito tempo, muita conversa e muitas pessoas que se vão conhecendo em cada momento, que nos perguntavam sempre pela família, por Portugal, e mandavam saudades e recados para os conterrâneos cá emigrados.
As viagens em África são, por si só, uma narrativa. São muito mais do que simples trajectos entre dois pontos. São longas, quase sempre. Apinhadas, muitas vezes. E são experiências de convivência humana únicas, que transformam a mais excitante viagem europeia numa insípida rotina.
Foi, assim, que me apercebi de que as recordações mais marcantes dessa minha única (e, espero sinceramente, não a última) incursão na África negra são as recordações de viagem. Mais do que os dias passados no magnífico paraíso natural que é o arquipélago dos Bijagós, recordo a viagem de ida, numa sexta-feira santa, num barco que habitualmente transportava peixe e estava, naquele dia, apinhado de habitantes de Bissau em visita aos parentes das ilhas.
Foi uma viagem de onze horas, depois de três à espera no cais, sempre ao ritmo da música da banda do cantor guineense Justino Delgado, que viajavam connosco e tocou ininterruptamente, enquanto o barco inteiro dançava. Um pormenor que retive foi de um dos meus companheiros mais próximos ter feito um cotonete com uma pena arrancada a uma galinha que alguém levava e estar tranquilamente a limpar os ouvidos mesmo ao meu lado.
Foi uma viagem memorável, só suplantada pelo regresso, feito numa canoa, acompanhados por um grande porco que não devia gostar de viajar por mar, porque estava deitado e nem se mexia. Lembro-me da absoluta felicidade que senti nesse dia, de pés na água do Atlântico, enquanto a canoa deixava as ilhas (embora tenha decidido tirar os pés da água quando passou, bem perto, uma barbatana suspeita).
Outro momento inesquecível foi a ida de Bissau para Buba, num "toca-toca", as tais carrinhas de nove lugares que partem quando estão cheias e onde tudo se partilha. Não faltou também a viagem no jipe cooperante último modelo. O regresso foi mais convencional, numa carrinha, mas com as emoções à flor da pele, porque tínhamos cumprido a nossa missão de entregar a um guineense, antigo combatente português, que esteve preso nove anos depois da independência, uma carta e várias encomendas que lhe tinham sido enviadas de Portugal pelo seu comandante.
Talvez pela minha amostra de experiência africana, foi realmente um prazer ler este livro, que serviu de pretexto a este modesto relato de viagens. Todas elas acompanhadas de muito tempo, muita conversa e muitas pessoas que se vão conhecendo em cada momento, que nos perguntavam sempre pela família, por Portugal, e mandavam saudades e recados para os conterrâneos cá emigrados.
Friday, June 6, 2008
Também há quem chame mínimo...
"Quem pôs isto no máximo do mais baixo?", perguntava a R. no outro dia...
Jesus Christ Superstar
Foi uma verdadeira aventura. Estávamos rodeados de grupos de colegas de empresas que falavam (e alto), como se estivessem no Rock in Rio.
Mas impressionante foi um senhor aí dos seus cinquenta e muitos, chocadíssimo com a peça, com os soldados, com os diabos lascivos, com tudo o que era um pouco mais Superstar e menos Jesus Cristo. Está claro que o senhor não sabia ao que ia, mas não deixa de ser estranho que uma ópera rock com praticamente quarenta anos ainda choque alguém.
Mas impressionante foi um senhor aí dos seus cinquenta e muitos, chocadíssimo com a peça, com os soldados, com os diabos lascivos, com tudo o que era um pouco mais Superstar e menos Jesus Cristo. Está claro que o senhor não sabia ao que ia, mas não deixa de ser estranho que uma ópera rock com praticamente quarenta anos ainda choque alguém.
Monday, May 26, 2008
As linhas à letra e a letra nas linhas
Ontem, estava a ditar à R. uma palavras que ela me pediu para lhe soletrar e que ela ia escrevendo num caderno de linhas.
Como as linhas eram apertadas, eu ia dizendo "Tens de escrever por cima das linhas". Mas cada vez ela escrevia mais fora dos espaços. E aí é que percebi, ela estava a escrever SOBRE as linhas. Lá mudei as minhas instruções "Tens razão, tens é de escrever ACIMA das linhas".
E lá ficou tudo muito direitinho. Chiça, que esta semântica é complexa...
Como as linhas eram apertadas, eu ia dizendo "Tens de escrever por cima das linhas". Mas cada vez ela escrevia mais fora dos espaços. E aí é que percebi, ela estava a escrever SOBRE as linhas. Lá mudei as minhas instruções "Tens razão, tens é de escrever ACIMA das linhas".
E lá ficou tudo muito direitinho. Chiça, que esta semântica é complexa...
HISTÓRIA ANTIGA
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.
Miguel Torga Antologia Poética Coimbra, Ed. do Autor, 1981
Tuesday, May 20, 2008
Algumas maravilhosas frases de Mia Couto
...no livro Terra sonâmbula:
"Esse lugar existe, mas sofre de lonjura muito comprida."
"Não é o destino que conta, mas o caminho."
"Um homem é como uma casa. Deve ser visto por dentro."
"Esse lugar existe, mas sofre de lonjura muito comprida."
"Não é o destino que conta, mas o caminho."
"Um homem é como uma casa. Deve ser visto por dentro."
Monday, May 12, 2008
Rock 'n roll
Ontem foi o nosso dia da mãe. Como não foi possível estarmos as três juntas na semana anterior, eu a J. combinámos oferecer à nossa mãe um bilhete para esta peça. Demorámos um pouco a entrar na dinâmica, mas - no fim - as três adorámos. Excelentes actores, quer os principais quer os secundários e uma encenação muito bem pensada e cuidada. E um belo som, como não podia deixar de ser...
Conversas de bebé
O A. já diz uma frase completa. Qual?
"-Nã, não quero!"
E o que são a pinta e o canta? A caneta e a flauta, respectivamente. Até que não está mal pensado...
"-Nã, não quero!"
E o que são a pinta e o canta? A caneta e a flauta, respectivamente. Até que não está mal pensado...
1971...
Estou a chegar à conclusão de que gosto muito de ter 37 anos. É uma idade em que ainda se pode fazer muito com a vida e já se vai começando a saber qualquer coisa sobre ela.
Friday, April 25, 2008
25 de Abril sempre!
Hoje a minha mãe, que está em arrumações, "devolveu-me" a minha caixa da correspondência, aquela onde eu guardei praticamente todas as cartas e postais que me escreveram até ter saído de casa dos meus pais. Passei um bom bocado a reler as cartas que a minha prima P. me escreveu durante toda a nossa adolescência, nos longínquos anos oitenta, cartas de amigos, ex-amigos, namorados, ex-namorados. Reli também as cartas que me enviavam quando estava no Erasmus, bem como algumas que eu escrevi à família nessa altura.
E tirei destes momentos algumas conclusões. A primeira é que nem que a troco do euromilhões eu queria ter de novo 17 anos... a segunda é que o país mudou tanto, mas tanto, que realmente deve ser muito difícil para quem nasceu depois dos anos setenta dar valor às tais conquistas de Abril, de que nos vamos esquecendo tanto.
Parece impossível mas, em 1994, escrevia eu cartas para casa em que me mostrava espantada com o facto de estar a conhecer pessoas que viviam numa cidade e iam passar um fim-de-semana a Helsínquia; ou a descrever um prato grego que era feito com "uma espécie de pepinos chamada courguettes". Ora, eu podia não ser a pessoa mais mundana e sofisticada de Lisboa, mas a verdade é que - nessa altura - viajar para o estrangeiro num fim-de-semana ou comer courguettes não era muito comum num Portugal que tem mudado muito, e cada vez mais rapidamente, nestes 34 anos. E, com alguns enfins, na generalidade, para melhor, diria eu...
Quando vejo hoje a abertura ao mundo que a maior parte dos jovens tem não posso deixar de pensar que, há escassas três décadas, uma mulher não podia sair do país sem autorização do marido e que vivíamos num território encolhido, parado - no espaço e no tempo. Por isso, e porque foi a 25 de Abril de 1974 que começou a única democracia que até hoje tivemos, 25 de Abril sempre!
E tirei destes momentos algumas conclusões. A primeira é que nem que a troco do euromilhões eu queria ter de novo 17 anos... a segunda é que o país mudou tanto, mas tanto, que realmente deve ser muito difícil para quem nasceu depois dos anos setenta dar valor às tais conquistas de Abril, de que nos vamos esquecendo tanto.
Parece impossível mas, em 1994, escrevia eu cartas para casa em que me mostrava espantada com o facto de estar a conhecer pessoas que viviam numa cidade e iam passar um fim-de-semana a Helsínquia; ou a descrever um prato grego que era feito com "uma espécie de pepinos chamada courguettes". Ora, eu podia não ser a pessoa mais mundana e sofisticada de Lisboa, mas a verdade é que - nessa altura - viajar para o estrangeiro num fim-de-semana ou comer courguettes não era muito comum num Portugal que tem mudado muito, e cada vez mais rapidamente, nestes 34 anos. E, com alguns enfins, na generalidade, para melhor, diria eu...
Quando vejo hoje a abertura ao mundo que a maior parte dos jovens tem não posso deixar de pensar que, há escassas três décadas, uma mulher não podia sair do país sem autorização do marido e que vivíamos num território encolhido, parado - no espaço e no tempo. Por isso, e porque foi a 25 de Abril de 1974 que começou a única democracia que até hoje tivemos, 25 de Abril sempre!
Thursday, April 24, 2008
O vizinho do algeroz
Aqui no bairro, suponho que como em todos, há vários vizinhos que são mais do que vizinhos, são personagens. Uma das minhas personagens preferidas é o senhor que tem uma garagem aqui nas traseiras. A garagem - de auto-construção, como todas as outras - tem a particularidade de ter um algeroz, ainda mais particular que a dita garagem, pois não há dia nenhum que o vizinho (que já vai para lá dos oitenta) não suba a um escadote - daqueles de alumínio - para o arranjar, ou, talvez, para lhe dar "um jeitinho".
É um ritual a que já estamos habituados - "lá está o vizinho a arranjar o algeroz..." - mas hoje, vinha a chegar a casa e deparei-me com uma situação nova. Hoje, a minha personagem octogenária favorita estava em cima do escadote (até aqui nada de novo), mas de viseira e ferro de soldar, ligado a um gerador, a soldar qualquer detalhe do dito algeroz.
Só me ocorre dizer que há milhões de pessoas com menos atenção e carinho do que aquele algeroz de garagem clandestina, que guarda um carro que o dono já não guia.
É um ritual a que já estamos habituados - "lá está o vizinho a arranjar o algeroz..." - mas hoje, vinha a chegar a casa e deparei-me com uma situação nova. Hoje, a minha personagem octogenária favorita estava em cima do escadote (até aqui nada de novo), mas de viseira e ferro de soldar, ligado a um gerador, a soldar qualquer detalhe do dito algeroz.
Só me ocorre dizer que há milhões de pessoas com menos atenção e carinho do que aquele algeroz de garagem clandestina, que guarda um carro que o dono já não guia.
Wednesday, April 23, 2008
Dia do livro e de São Jorge
Dia 23 de Abril, para além de ser o aniversário de dois primos, é o dia do livro e de São Jorge. É, portanto, um bom dia. De livros, sempre gostei, desde que me lembro de ser gente. E de São Jorge também - não só porque dá nome ao castelo da minha aldeia, mas também porque um santo que luta com um dragão e ainda por cima ganha torna crente o mais ateu dos leitores de livros de histórias de bruxas e dragões...
Tuesday, April 22, 2008
O que se seguirá agora?
Hoje fiquei verdadeiramente abismada quando o A. - do alto dos seus 18 meses - me pediu colo para ver o site do Panda. Assim mesmo: "Colo, colo. Panda!"
Thursday, April 17, 2008
Citações...
“Live as if you were to die tomorrow. Learn as if you were to live forever.”
Mahatma Gandhi
Mahatma Gandhi
Wednesday, April 16, 2008
Para um leitor ler de/vagar
«Leitor: volto
para ti.
Um livro que vai morrer depressa.
Depressa antes. Que a onda venha, a onda
alague: A noite caída em cima de teus dedos.
(...)Eterno, o tempo. De uma onda maior que o nosso
tempo. O tempo leitor de um. Autor.
Ou um livro e um Deus com ondas de um mar
mais pacientes. -
Herberto Helder, 1962
para ti.
Um livro que vai morrer depressa.
Depressa antes. Que a onda venha, a onda
alague: A noite caída em cima de teus dedos.
(...)Eterno, o tempo. De uma onda maior que o nosso
tempo. O tempo leitor de um. Autor.
Ou um livro e um Deus com ondas de um mar
mais pacientes. -
Ondas do que um leitor devagar».
Herberto Helder, 1962
Monday, April 14, 2008
Pois é, já não se pode gostar mais de azul...
Um destes dias estava na fila da caixa do supermercado com a R., que me contava um episódio que tinha visto do Calimero. Entretanto, comecei a dizer-lhe que não gostava nada do Calimero, que estava sempre a fazer-se desgraçadinho e a queixar-se da vida e de ser pequeno. Diz ela, muito alto:
- Eu cá para mim tu não gostas do Calimero porque o patinho é preto!...
- Eu cá para mim tu não gostas do Calimero porque o patinho é preto!...
Thursday, March 6, 2008
L'amour, toujours...
Hoje ia para a faculdade, à tarde, e cruzo-me com um casal de - suponho - namorados, em evidente cena de ruptura. Acho sempre enternecedor ver um marmanjo de vinte e picos anos lavado em lágrimas. Talvez pelo contraste com as habituais atitudes de desprendimento que mostram, lembra-me que - afinal - todos temos corações amanteigados que às vezem vêm à tona.
Ainda as profissões
A R. perguntou-me se as pessoas que tinham amas não tinham pais. Lá lhe expliquei que às vezes os pais trabalham até mais tarde e que as amas tomam conta enquanto eles não chegam, como é o caso de uma amiguinha dela da escola.
"- Eu sei qual é a profissão da mãe da M. - disse ela - É empresora!"
"- Eu sei qual é a profissão da mãe da M. - disse ela - É empresora!"
Tuesday, February 26, 2008
O que queres ser quando fores grande?
Hoje fomos à escola da R. falar das nossas profissões, uma vez que eles estão a trabalhar sobre esse tema. Foi muito giro explicarmos o que fazemos aos miúdos, que querem ser - sobretudo - polícias e bombeiros. Havia uma que quer ser, simplesmente, mãe. Até já escolheu os nomes para os quatro filhos e para o marido! Mal ela sabe que tem toda a razão, ser mãe é realmente uma profissão para a vida toda, mas nessa nunca podemos chegar à sexta-feira, fechar a porta e dizer: sim senhor, esta semana fiz tudo o que havia para fazer, fui muito competente e agora vou descansar... mas também há prémios de desempenho, como o de ver a cara feliz da R. a explicar detalhes dos nossos "emocionantes" empregos aos amigos...
Thursday, February 14, 2008
Viva o São Valentim, hip hip hurra!
Sempre disse que não festejava o dia de São Valentim porque quando comecei a namorar esse dia não era celebrado... hoje mudei de opinião, quando o meu avô insistiu que tinha de ir comprar uma prenda de Dia dos Namorados à minha avó com quem começou a namorar há - deixa cá ver... - sessenta e cinco anos, mais coisa menos coisa!
Wednesday, January 30, 2008
Eh pá, tanto também não...
Ainda não recuperada da constatação que me atingiu recentemente de que já sou trintona (como me diziam um destes dias, isso passa-te aos quarenta...) estava a explicar à R. não sei já que fenómeno daquele antigamente onde foi a minha infância e vai daí ela, com um sorrisinho, pergunta-me "E isso ainda havia dinossauros?"
Monday, January 21, 2008
Friday, January 18, 2008
Thursday, January 17, 2008
Quando apanho o metro para ir para a escola vejo muitas vezes, na última paragem, um rapaz alto que recolhe bilhetes que as pessoas deixam junto às portas. É um dos "malucos de serviço" da linha e, não sei bem porquê, sempre me impressionou a sua figura e a obsessão dos seus gestos. Hoje de manhã entrou e sentou-se ao meu lado, passando à frente de uma mãe com dois filhos pequenos.
Em frente. estava sentada uma senhora, que fazia uma mantinha de lã em crochet e que o cumprimentou. E, de repente, este rapaz passou a ter um nome - é o Frederico - uma voz, uma família e uma doença palpável. Percebi que vai diariamente para uma instituição, onde passará os dias numa terapia ocupacional.
Mais do que o seu comportamento (nervoso, repetitivo nos gestos e nas palavras - sabia de cor os dias que iam ser fim-de-semana daqui a meses, repetia frases das pessoas da instituição) aquilo que realmente me impressionou foi ter-me apercebido de que não sabia sorrir. Não imagino o que será ter filhos que não sabem sorrir e, a partir de hoje, tenciono não me esquecer de dar graças por cada sorriso com que os meus filhos me premeiam.
Em frente. estava sentada uma senhora, que fazia uma mantinha de lã em crochet e que o cumprimentou. E, de repente, este rapaz passou a ter um nome - é o Frederico - uma voz, uma família e uma doença palpável. Percebi que vai diariamente para uma instituição, onde passará os dias numa terapia ocupacional.
Mais do que o seu comportamento (nervoso, repetitivo nos gestos e nas palavras - sabia de cor os dias que iam ser fim-de-semana daqui a meses, repetia frases das pessoas da instituição) aquilo que realmente me impressionou foi ter-me apercebido de que não sabia sorrir. Não imagino o que será ter filhos que não sabem sorrir e, a partir de hoje, tenciono não me esquecer de dar graças por cada sorriso com que os meus filhos me premeiam.
Saturday, January 12, 2008
Volta Barão de Coubertin, que estás perdoado
Está a causar polémica a intenção do atleta sul-africano Oscar Pistorius participar nos jogos olímpicos. Porquê? Porque as duas próteses de titânio que tem a substituir as pernas e os pés são, imagine-se, mais leves do que umas pernas de carne e osso e, ainda por cima, suportam não sei quantos por cento a mais do impacte do que estas. Para cúmulo, parece que se estão a preparar para também não o deixar entrar nos para-olímpicos, porque as regras dizem que nestes não pode haver "ajudas técnicas".
Pois, como diz o provérbio "Que Deus te dê em dobro o que desejas para mim", e - face a estas atitutes de promoção da igualdade e da tolerência - proponho que os membros do Comité Olímpico ganhem todos um par de próteses de titânio, material tão nobre e que tantas vantagens traz ao homem. Assim, toda a gente passa a ter medo deles, que, pelo vistos, é o que acontece com o Pistorius.
Pois, como diz o provérbio "Que Deus te dê em dobro o que desejas para mim", e - face a estas atitutes de promoção da igualdade e da tolerência - proponho que os membros do Comité Olímpico ganhem todos um par de próteses de titânio, material tão nobre e que tantas vantagens traz ao homem. Assim, toda a gente passa a ter medo deles, que, pelo vistos, é o que acontece com o Pistorius.
Friday, January 11, 2008
Leonel Neves, do livro "Amigos em todo o mundo" (1977)
O meu amigo espanhol
é um homem bem disposto,
mas o que o faz rir com gosto
é o caso do caracol.
Vem com essa brincadeira,
começa a rir e não pára...
É que nós somos vizinhos
mesmo junto da fronteira
(uma linha que separa
a Espanha de Portugal),
em casas com quintalinhos,
uma do lado de cá,
outra do lado de lá.
Ao fundo do meu quintal
e ao fundo do quintal dele
há um muro baixo... e é ele
que indica mesmo a fronteira.
Ora em cima do murinho
temos nós uma figueira
que é minha e do meu vizinho,
minha da parte de cá,
dele da parte de lá.
Como somos bons amigos,
não há nisso nenhum mal.
Quando a figueira dá figos,
cada um os seus apanha:
o espanhol figos de Espanha
e eu figos de Portugal.
Mas o engraçado é que há
um caracol na figueira,
e o pobre do animal
não sabe onde é a fronteira...
e anda de cá para lá
e anda de lá para cá.
O ignorante caracol,
seja em busca de alimento,
de namorada ou de Sol,
anda sempre em movimento,
entre Espanha e Portugal,
entre Portugal e Espanha,
sem respeitar a fronteira.
Nenhum de nós lhe faz mal,
nenhum de nós o apanha...
E agora, de cada vez
que o meu amigo espanhol
me vê, diz na brincadeira:
«Ó amigo português,
respeitemos a fronteira!
É preciso decidir
de quem é o caracol.»
E começa a rir, a rir,
cada vez mais bem disposto...
...e eu de cada vez mais gosto
do meu amigo espanhol!
é um homem bem disposto,
mas o que o faz rir com gosto
é o caso do caracol.
Vem com essa brincadeira,
começa a rir e não pára...
É que nós somos vizinhos
mesmo junto da fronteira
(uma linha que separa
a Espanha de Portugal),
em casas com quintalinhos,
uma do lado de cá,
outra do lado de lá.
Ao fundo do meu quintal
e ao fundo do quintal dele
há um muro baixo... e é ele
que indica mesmo a fronteira.
Ora em cima do murinho
temos nós uma figueira
que é minha e do meu vizinho,
minha da parte de cá,
dele da parte de lá.
Como somos bons amigos,
não há nisso nenhum mal.
Quando a figueira dá figos,
cada um os seus apanha:
o espanhol figos de Espanha
e eu figos de Portugal.
Mas o engraçado é que há
um caracol na figueira,
e o pobre do animal
não sabe onde é a fronteira...
e anda de cá para lá
e anda de lá para cá.
O ignorante caracol,
seja em busca de alimento,
de namorada ou de Sol,
anda sempre em movimento,
entre Espanha e Portugal,
entre Portugal e Espanha,
sem respeitar a fronteira.
Nenhum de nós lhe faz mal,
nenhum de nós o apanha...
E agora, de cada vez
que o meu amigo espanhol
me vê, diz na brincadeira:
«Ó amigo português,
respeitemos a fronteira!
É preciso decidir
de quem é o caracol.»
E começa a rir, a rir,
cada vez mais bem disposto...
...e eu de cada vez mais gosto
do meu amigo espanhol!
Thursday, January 10, 2008
Poesias de Leonel Neves
No fórum português do Bookcrossing, a propósito de um comentário, lembrei-me de um poema do Leonel Neves. Fiz uma busca na net e descobri que não há quase nada dele. De maneira que vou procurar os meus livros e transcrever aqui alguns poemas desse autor, que não será dos mais conhecidos, mas fez parte da minha infância e adolescência.
Monday, January 7, 2008
Não esquecer de que também são tementes a Deus e grandes patriotas
Hoje ouvi o Luís Filipe Vieira a defender os jogadores do Benfica, a propósito de uma recente escaramuça de balneário. Dizia ele que no Benfica as coisas não se resolvem aos gritos, que não são miúdos, são homens, alguns até pais de família...
Friday, January 4, 2008
Wednesday, January 2, 2008
Inauguração de nova ala do blogue
Afinal eles ladravam...
Fomos hoje visitar o Museu de História Natural. Recomendamos a exposição sobre as borboletas que está muito, muito gira e interessante (http://www.borboletasatravesdotempo.com/) e a secção sobre as Minas da Panasqueira. Parece que o laboratório de química foi todo restaurado, mas aí não deu para ir.
Claro que não falhámos os dinossauros, que a R. queria muito ver. Quando chegámos à réplica, em tamanho natural, de um esqueleto de T-Rex, sabem o que o A. disse? "Cão".
Claro que não falhámos os dinossauros, que a R. queria muito ver. Quando chegámos à réplica, em tamanho natural, de um esqueleto de T-Rex, sabem o que o A. disse? "Cão".
Saturday, December 29, 2007
Ora aí está uma boa ideia
Vi ontem uma notícia que falava de uma campanha publicitária que está a ser feita na Galiza - sobretudo por rádio - a promover a época de saldos em Portugal. A ideia é aproveitar o facto de os espanhóis oferecerem prendas no dia de Reis e não no dia de Natal. Consta que Baltasar e Belchior estavam ontem no Norte Shopping e Gaspar foi visto a comprar lençóis e atoalhados em Valença.
Friday, December 28, 2007
O assassinato de Benazir Bhuto é mais uma das muitas notícias terríveis a que nos vamos habituando neste mundo de ataques terroristas. Todos nós crescemos com os atentados da ETA e do IRA, mas agora tudo é muito mais global, e o que me faz impressão é como é fácil fazer um atentado e gerar ódios e criar ondas de violência, de dimensão internacional.
Fim de ano
2007 está mesmo, mesmo a chegar ao fim. Feito o balanço, obrigada a todos os que contribuíram para os muitos momentos felizes que vivemos cá em casa.
Wednesday, December 19, 2007
Eu quero a Música no Coração e é já!
Vi, há bocado, que o filme do dia de Natal da TVI vai ser... a Guerra dos Mundos! Não há nada que condiga melhor com o espírito natalício do que o fim do mundo e a agonia de um pai a tentar salvar a filha, pois não?
Saturday, December 8, 2007
Há que manter as opções em aberto
Os anúncios televisivos de Natal conseguem transformar o brinquedo mais enfadonho numa espécie de passaporte para a felicidade familiar. Lembro-me sempre de um brinquedo que eu e a minha irmã recebemos, que parecia giríssimo, e se revelou uma enorme chatice.
Cá em casa, farto-me de tentar explicar isto, com os argumentos que vou arranjando, e normalmente tenho algum sucesso. Mas, um destes dias, quando disse à R. que nunca lhe iria dar uma Playstation 3, o que é que ela me respondeu?
"- Quando eu for grande, compro uma Playstation 3 e é só para eu jogar com o meu namorado!"
Se juntar a isto a mania que ela tem agora de que não gosta de viver num apartamento e quer uma vivenda, parece que tenho muitos anos de tentativas de argumentação pela frente...
Wednesday, November 28, 2007
Como se fazem as previsões meteorológicas?
Este foi o melhor mail que recebi nos últimos tempos:
“Com a aproximação do Inverno, os índios foram ter com o chefe:
- Chefe, o Inverno este ano será rigoroso ou ameno?
O chefe, vivendo tempos modernos, não tinha aprendido como seus ancestrais os segredos de meteorologia. Mas claro, não podia demonstrar insegurança ou dúvida. Olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos e em tom sereno e firme disse:
- Teremos um Inverno muito forte... é bom ir apanhar muita lenha!
Na semana seguinte, preocupado com a sua previsão, telefonou para o Serviço Nacional de Meteorologia e ouviu a resposta:
- Sim, o Inverno deste ano será muito frio!
Sentindo-se mais seguro, dirigiu-se de novo ao seu povo:
- É melhor recolhermos mais lenha... Vamos ter um Inverno rigoroso!
Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Meteorológico e ouviu a confirmação:
- Sim... Este ano o Inverno será rigoroso!
Voltou ao povo e disse:
- Teremos um Inverno muito rigoroso. Recolham todo e qualquer pedaço de lenha que encontrarem, teremos que aproveitar até os gravetos.
Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou para o Serviço Meteorológico outra vez:
- Vocês têm certeza de que teremos um Inverno tão rigoroso assim?
- Sim, responde o meteorologista de plantão. Este ano teremos um frio muito intenso.
- Como têm vocês assim tanta certeza?
- É que este ano os índios estão a apanhar muita lenha!...”
“Com a aproximação do Inverno, os índios foram ter com o chefe:
- Chefe, o Inverno este ano será rigoroso ou ameno?
O chefe, vivendo tempos modernos, não tinha aprendido como seus ancestrais os segredos de meteorologia. Mas claro, não podia demonstrar insegurança ou dúvida. Olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos e em tom sereno e firme disse:
- Teremos um Inverno muito forte... é bom ir apanhar muita lenha!
Na semana seguinte, preocupado com a sua previsão, telefonou para o Serviço Nacional de Meteorologia e ouviu a resposta:
- Sim, o Inverno deste ano será muito frio!
Sentindo-se mais seguro, dirigiu-se de novo ao seu povo:
- É melhor recolhermos mais lenha... Vamos ter um Inverno rigoroso!
Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Meteorológico e ouviu a confirmação:
- Sim... Este ano o Inverno será rigoroso!
Voltou ao povo e disse:
- Teremos um Inverno muito rigoroso. Recolham todo e qualquer pedaço de lenha que encontrarem, teremos que aproveitar até os gravetos.
Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou para o Serviço Meteorológico outra vez:
- Vocês têm certeza de que teremos um Inverno tão rigoroso assim?
- Sim, responde o meteorologista de plantão. Este ano teremos um frio muito intenso.
- Como têm vocês assim tanta certeza?
- É que este ano os índios estão a apanhar muita lenha!...”
Tuesday, November 27, 2007
Como se desilude uma avó de uma penada
A minha mãe viu umas máscaras de princesa Disney que achou lindas para oferecer uma à R. pelo Natal. Para a sondar, perguntou-lhe se ela gostaria de ter uma máscara de princesa, ao que ela respondeu:
"- O que eu quero é uma máscara de toupeira!"
"- O que eu quero é uma máscara de toupeira!"
Sunday, November 25, 2007
E não é que fiquei fã da pizza de chocolate?
A tal que levava mozzarela, chocolate e leite condensado... isto o pior é mesmo provar! Ainda bem que não me cheguei à de banana e canela...
Thursday, November 22, 2007
Piratas e bocas de sino
Hoje no metro, vinham duas miúdas sentadas ao pé de mim e uma delas contava à outra que tinha de fazer um trabalho sobre um objecto que tivesse sido moda nos anos 80. A outra, não estava a ver...
"- Então, é como as pastilhas Pirata. Hoje já ninguém compra pastilhas Pirata."
"- Ah, como as calças à boca de sino?"
"- Pois, pois. Agora um objecto, não estou a ver. Música, é fácil, mas um objecto... vou perguntar ao meu tio, ele deve saber..."
Eu vacilava entre o escandalizada e o divertida. Primeiro, porque tinha acabado de ver uma aluna da faculdade a comprar pastilhas Pirata. Depois, porque claro que não esperava que elas conhecessem os objectos em primeira mão mas, com tanta moda retro que há para aí, tanto blogue e site saudosista dos 80's, achava que havia meia-dúzia de ícones inter-geracionais. Pelos vistos, não.
Então, acometida de um impulso, fiz uma lista e, quando chegou a minha paragem, entreguei-lha e saí porta fora - dizendo "Toma, coisas da moda nos oitentas" - ainda a tempo de ouvir um "obrigada", entre o espantado e o constrangido.
E o que é que estava no lista? À cabeça, o cubo de Rubik, pois claro. E, entre outros, bombokas, bota botilde, limão twist, cassetes beta, zx spectrum, pacman... tudo escrito em maiúsculas, para dar para fazer pesquisas na net.
"- Então, é como as pastilhas Pirata. Hoje já ninguém compra pastilhas Pirata."
"- Ah, como as calças à boca de sino?"
"- Pois, pois. Agora um objecto, não estou a ver. Música, é fácil, mas um objecto... vou perguntar ao meu tio, ele deve saber..."
Eu vacilava entre o escandalizada e o divertida. Primeiro, porque tinha acabado de ver uma aluna da faculdade a comprar pastilhas Pirata. Depois, porque claro que não esperava que elas conhecessem os objectos em primeira mão mas, com tanta moda retro que há para aí, tanto blogue e site saudosista dos 80's, achava que havia meia-dúzia de ícones inter-geracionais. Pelos vistos, não.
Então, acometida de um impulso, fiz uma lista e, quando chegou a minha paragem, entreguei-lha e saí porta fora - dizendo "Toma, coisas da moda nos oitentas" - ainda a tempo de ouvir um "obrigada", entre o espantado e o constrangido.
E o que é que estava no lista? À cabeça, o cubo de Rubik, pois claro. E, entre outros, bombokas, bota botilde, limão twist, cassetes beta, zx spectrum, pacman... tudo escrito em maiúsculas, para dar para fazer pesquisas na net.
Tuesday, November 20, 2007
Que mais irão eles inventar? Não me digam que ainda há-de ir um homem à lua?
Depois de alguns meses, terminou o curso de e-learning para formadores que tenho andado a fazer. Domingo, temos o almoço de fim de curso, onde vou finalmente encontrar os formadores e os colegas cara a cara. O almoço é no Pizza na Braza do Jardim Zoológico. Até aqui, nada de estranho. Agora, vejam o que eles têm no menu: pizzas doces!
E eu que pensava que, depois da pizza de coelho e de caracol, já não havia mais nada para inventar...
E eu que pensava que, depois da pizza de coelho e de caracol, já não havia mais nada para inventar...
Sunday, November 18, 2007
Problemas emissor / receptor
Um deste dias, vinha eu da escola com a R. e disse-lhe com grande entusiasmo:
- Então vocês têm lá na sala uma nova estagiária?
- Não! - respondeu ela prontamente.
Depois, seguiu-se uma pausa e disse:
- Eu não sei o que é uma estagiária...
- Então vocês têm lá na sala uma nova estagiária?
- Não! - respondeu ela prontamente.
Depois, seguiu-se uma pausa e disse:
- Eu não sei o que é uma estagiária...
Monday, November 12, 2007
Ai k nojo!
Sabiam que produzimos, por dia, cerca de um litro de ranho? Foi uma das coisas que aprendemos ontem, na exposição do Pavilhão do Conhecimento "K Nojo". Bem gira, a exposição, não só para os pequenos, mas também para os mais crescidos.
Wednesday, November 7, 2007
Dúvidas de fundo 2
Parece que os alegados terrorristas presos no Porto tinham, nos seus pertences material suspeito, como por exemplo manuais da Al-Qaeda. E fica a dúvida, o que dirá um manual destes? Como ser terrorista em dez lições?...
Sunday, November 4, 2007
Dúvidas de fundo
Porque é que as braceletes dos relógios nunca têm um furo que seja exactamente a medida do nosso braço?
Wednesday, October 24, 2007
Como é que se diz fidelizar o cliente em chinês?
Hoje saí à rua com o A. para tomar café. Vai daí, pôs-se uma daquelas chuvas miudinhas que não me deixava voltar para casa. Depois de muito esperar, entrei na loja chinesa mais próxima e comprei um guarda-chuva. E não é que recebi um cartão, para acumular compras que, ao fim de 100€ de despesa, me dá 5€ de compras? Mais uma vez, as lojas chinesas estão em cima do acontecimento, é o que é. Nas outras lojas, é preciso cem mil pontos para ter 5% de desconto... claro que eles podem fazê-lo porque não pagam IVA, IRC, etc. Mas, ainda assim, não há como ter iniciativa, não é?
Monday, October 22, 2007
Wednesday, October 17, 2007
O que vale é que esta malta ainda não tem idade para ter carta
Pois é, um dia destes resolvi preencher a minha página do Hi5; depois de ter visto uma que uns alunos fizeram a gozar com um dos professores, resolvi que era melhor ter a minha, antes que alguém se lembrasse de o fazer por mim...
Perdi então um bocadinho a navegar entre amigos e amigos de amigos. E, às tantas, descobri um teenager, que, no seu perfil, preencheu assim a linha "Livro favorito":
"tabletes da estrada"
Palavras para quê?
Perdi então um bocadinho a navegar entre amigos e amigos de amigos. E, às tantas, descobri um teenager, que, no seu perfil, preencheu assim a linha "Livro favorito":
"tabletes da estrada"
Palavras para quê?
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